O Caminho de Salinas

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“Quantas das vezes, chegado o fim-de-semana, pegávamos no nosso material de pesca, metíamos um lanchito numa sacola e faziamo-nos ao caminho.

Rumávamos direito às Portas de Sol e cruzávamos a porta de Santiago, na altura para nós, o Buraco das Salinas. Descíamos pelo íngreme caminho e, em breve, estávamos na Ribeira de Santarém.
Depois, junto aos pilares da ponte, pescávamos bogas, bordalos, barbos, e até uma ou outra carpa, ou híbrido, como então chamávamos aos pimpões e outros peixes parecidos. Ou, então, não apanhávamos nada.
Eramos, então, homens com corpo e mente de adolescentes. Homens, porque desde cedo trabalhavámos; adolescentes, porque essa era a nossa idade.
A subida era bem pior. Não só por ser subida, mas pelo cansaço do dia.
Mais tarde soube que a vida não é mais que o caminho do Buraco das Salinas, nas Portas de Sol. Tudo nos parece sorrir, quando descemos a montanha, nascidos para a vida. Porém, mais difícil se torna o caminho que nos leva de regresso.”

Chafariz de Palhais, Ribeira de Santarém

O chafariz de Palhais, localizado à entrada da Ribeira de Santarém, é uma peça da segunda metade do século XVIII desenvolvida num paredão ornamentado com pares de pilastras adossadas, em envasamentos simples rematados por pilastras de urnas, envolvendo um nicho central com as bicas de água. A peça é desenhada de acordo com a gramática artística tardo-barroca, em severas linhas clássicas, mas animada no frontão recortado por profusa gramática ‘rocaille’, e nos lados com jogos de volutas simétricas. Ao centro, destaca-se o nicho de calote semi-esférica, com moldura rococó; entre cada par de pilastras adossadas à estrutura pétrea jorra a água a partir de bicas decoradas com carrancas fantasistas que suportam pináculos triangulares em baixo relevo. Na zona superior, encontra-se o entablamento sobrepujado por um frontão rocócó centrado poelo brasão do Município, este com motivos heráldicos reais. Com grande manancial de águas, este chafariz abastecia todos os viajantes que tomavam o destino do Norte pela estrada real ou coimbrã, ou dessedentava os que aportavam à antiga Vila pelas três estradas de campo que ali entroncam. Note-se que a sua localização anda também associada à existência, naquele lugar, de uma igreja gótica e de um hospital da invocação de Santa Maria de Palhais. FONTE: Instituto Potuguês do Património Arquitectónico(Obrigado, Dora)

Igreja de Nossa Senhora de Jesus do Sítio

O Convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio e a respectiva igreja, igualmente conhecida como Igreja do Hospital, situam-se em Santarém, na zona extra-muros da cidade. Este convento foi fundado por D. Miguel de Castro, arcebispo de Lisboa, nos finais do século XVII, para albergar os frades da Ordem Terceira de São Francisco, que até então residiam no Convento de Santa Catarina do Vale de Mourol. O conjunto conventual foi edificado na zona conhecida na época como Fora de Vila, no local onde anteriormente se situavam o Paço dos Arcebispos e a Ermida de Santa Maria Madalena. Mais tarde, já no século XIX, foi aqui instalado o Hospital de João Afonso, que aqui permaneceria até aos anos 80 do século XX.
A igreja conventual é um dos melhores exemplos existentes do estilo chão, corrente arquitectónica característica do maneirismo português. Anexa à igreja, situa-se a Capela da Ordem Terceira de São Francisco, conhecida igualmente como Capela Dourada, que é considerada uma obra-prima do barroco de estilo nacional, encontrando-se completamente revestida por talha dourada. A igreja conventual é Monumento Nacional desde 1923.
Fonte: Wikipedia

Túmulo de D. Duarte de Menezes – Igreja de São João de Alporão

Dom Duarte de Meneses (Lisboa, 1414 – Marrocos, 1464) foi um militar e nobre português, filho natural de Pedro de Menezes, 1.º Conde de Vila Real.
Sendo filho ilegítimo, foi sua meia-irmã, Brites de Meneses, quem herdou do pai a Casa de Vila Real. No entanto, D. Duarte de Meneses, pelo seu valor militar veio a obter do rei diversas honras e títulos, vindo a ser 3.º Conde de Viana (do Alentejo), 2.º Conde de Viana (da Foz do Lima) e primeiro capitão de Alcácer-Ceguer.
Deu a vida para proteger Afonso V na serra de Benacofu, aquando da deslocação do rei ao norte de Marrocos.
Casou duas vezes. A primeira com Isabel de Melo, filha de Martim Afonso de Melo, Senhor de Arega e Barbacena. Deste casamento nasceu uma filha:
Maria de Meneses, que casou com D. João de Castro, 2.º conde de Monsanto.
Do segundo casamento com Isabel de Castro, filha de D. Fernando de Castro, 1.º Senhor do Paul do Boquilobo, e tia de D. João de Castro, seu genro, teve a seguinte descendência:
Henrique de Meneses, 4.º conde de Viana (do Alentejo), 3.º conde de Viana (da Foz do Lima), 1.º conde de Loulé
Garcia de Meneses, bispo de Évora
Fernando de Meneses, o Narizes, de quem descendem os Marqueses de Valada
João de Meneses, 1.º conde de Tarouca
Isabel de Meneses, freira em Aveiro

Fonte: Wikipedia