O
Convento de Santa Maria de Almoster situa-se em
Almoster, freguesia do concelho de
Santarém. Este convento
gótico, fundado no século XIII e extinto em 1834, acolheu monjas da
Ordem de Cister. A parte do conjunto que chegou aos dias de hoje, que inclui a igreja e as ruínas do
claustro, tornou-se
Monumento Nacional em 1920.O convento foi fundado em 1289 por
D. Berengária Aires, aia da
Rainha Santa Isabel e mulher de
D. Rodrigo Garcia, em cumprimento do desejo testamental da sua mãe, D. Sancha Pires. As obras resultaram da iniciativa conjunta da fundadora e da
Rainha Santa, tendo esta última mandado edificar o
claustro e a enfermaria. Após a conclusão das obras, a rainha continuou a manifestar interesse pelo convento, deixando-lhe em testamento cerca de mil libras. A data de conclusão das obras é desconhecida, sabendo-se apenas que aquando da morte da fundadora, em 1210, aquelas ainda não tinham terminado. Logo desde a sua fundação, o convento
cisterciense assumiu uma grande importância em toda a região, como se comprova pela cobrança de dízimos e pelo recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no
Couto de
Almoster, em vigor até à extinção. De entre as várias religiosas que aqui professaram, há a destacar
D. Violante Gomes, mãe de
D. António,
Prior do Crato.O edifício foi alvo de diversas campanhas de obras ao longo dos séculos, que lhe vieram alterar a austeridade primitiva característica dos mosteiros
cistercienses. Logo no século XVI, foi construído o coro por Bernardo Anes, em 1525. A lápide de
Gil Eanes da Costa e da mulher, colocada na
capela-mor da igreja, data de 1542. No século XVII, foi levada a cabo a campanha de colocação dos painéis de
azulejaria e dos
retábulos e
nichos revestidos por
talha dourada barroca. Ainda deste século datam a fonte da crasta e a fonte monumental do
claustro (de 1625), e a porta de madeira do
pórtico (executada em 1686). No século XVIII, a igreja sofreu intervenções significativas, de que resultaram os ornatos de alvenaria e os arranjos nas
absides, bem como na execução do
presépio. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi progressivamente votado ao abandono, entrando numa fase de delapidação e de destruição do seu rico património que iria durar até quase aos meados do século XX. Ainda em 1910, a igreja foi vandalizada e roubada, tendo desaparecido
azulejos, quadros e um
pórtico que existiu na Casa do
Capítulo. Nos anos 50 do século XX, o estado de degradação a que o conjunto chegara levou à substituição da cobertura
abobadada da
nave central pelo actual tecto de madeira. O
órgão e a pedra de armas sobre o
pórtico principal já haviam sido apeados, enquanto que o edifício anexo à igreja se encontrava transformado em vacaria. Desde então, o conjunto tem sido objecto de uma vasta intervenção de recuperação, que lhe procura conferir algumas das suas características originais.Fonte:
Wikipedia.