Carta da Correição de Santarém

ALBERNAZ, João Teixeira I, ? – ca.1650
[Carta da Correição de Santarém] [Material cartográfico] / [João Teixeira Albernaz, I]. – Escala [ca. 1:210000], 5 léguas [18 ao grau] = [15,0 cm]. – [S.L. : s.n., 1640]. – 1 mapa : manuscrito, color. ; 49,00×71,00 cm. – Atribuição de autor e datas com base em: Cortesão, Armando; Mota, Avelino Teixeira – Portugaliae Monumenta Cartographica. Lisboa: Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1960. Vol. 5, p.142. – O mapa está orientadado com o Leste no topo, indicado através de uma rosa-dos-ventos. . – Sobre o fundo traçados rectilíneos a vermelho . – A representação abrange um amplo espeço da bacia do Tejo, de Tomar ao estuário do rio (Mar da Palha) e das Serras de Minde e de Montejunto a Montargil e ao vale da ribeira de seda. . – Não apresenta título ou legenda mas, identificam-se quatro principais fenómenos figurados: a rede hidrográfica, o relevo, o povoamento e a divisão judicial.

CDU 914.695.1(084.3)
912″17″(084.3)

Convento de Santa Maria de Almoster (foto 1)

(Obrigado, Isabel)
O Convento de Santa Maria de Almoster situa-se em Almoster, freguesia do concelho de Santarém. Este convento gótico, fundado no século XIII e extinto em 1834, acolheu monjas da Ordem de Cister. A parte do conjunto que chegou aos dias de hoje, que inclui a igreja e as ruínas do claustro, tornou-se Monumento Nacional em 1920.O convento foi fundado em 1289 por D. Berengária Aires, aia da Rainha Santa Isabel e mulher de D. Rodrigo Garcia, em cumprimento do desejo testamental da sua mãe, D. Sancha Pires. As obras resultaram da iniciativa conjunta da fundadora e da Rainha Santa, tendo esta última mandado edificar o claustro e a enfermaria. Após a conclusão das obras, a rainha continuou a manifestar interesse pelo convento, deixando-lhe em testamento cerca de mil libras. A data de conclusão das obras é desconhecida, sabendo-se apenas que aquando da morte da fundadora, em 1210, aquelas ainda não tinham terminado. Logo desde a sua fundação, o convento cisterciense assumiu uma grande importância em toda a região, como se comprova pela cobrança de dízimos e pelo recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no Couto de Almoster, em vigor até à extinção. De entre as várias religiosas que aqui professaram, há a destacar D. Violante Gomes, mãe de D. António, Prior do Crato.O edifício foi alvo de diversas campanhas de obras ao longo dos séculos, que lhe vieram alterar a austeridade primitiva característica dos mosteiros cistercienses. Logo no século XVI, foi construído o coro por Bernardo Anes, em 1525. A lápide de Gil Eanes da Costa e da mulher, colocada na capela-mor da igreja, data de 1542. No século XVII, foi levada a cabo a campanha de colocação dos painéis de azulejaria e dos retábulos e nichos revestidos por talha dourada barroca. Ainda deste século datam a fonte da crasta e a fonte monumental do claustro (de 1625), e a porta de madeira do pórtico (executada em 1686). No século XVIII, a igreja sofreu intervenções significativas, de que resultaram os ornatos de alvenaria e os arranjos nas absides, bem como na execução do presépio. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi progressivamente votado ao abandono, entrando numa fase de delapidação e de destruição do seu rico património que iria durar até quase aos meados do século XX. Ainda em 1910, a igreja foi vandalizada e roubada, tendo desaparecido azulejos, quadros e um pórtico que existiu na Casa do Capítulo. Nos anos 50 do século XX, o estado de degradação a que o conjunto chegara levou à substituição da cobertura abobadada da nave central pelo actual tecto de madeira. O órgão e a pedra de armas sobre o pórtico principal já haviam sido apeados, enquanto que o edifício anexo à igreja se encontrava transformado em vacaria. Desde então, o conjunto tem sido objecto de uma vasta intervenção de recuperação, que lhe procura conferir algumas das suas características originais.Fonte: Wikipedia.