2 comentários em “Pátio do Palácio Landal”

  1. Não tenho palavras para descrever a tristeza que sinto quando vou a Santarém e verifico que a cidade das minhas memórias quase não existe! Onde está o movimento das pessoas ao sabado de manhã? Que é feito do barulho dos cafés? Que fizeram às lojas de rua que quase não existem?
    Embora a mentalidade não fosse muito aberta, Santarém tinha nas suas gentes um misto de ser de facto e o querer ser, visível a qualquer olho mais atento, mas que ao mesmo tempo fazia o charme dessa cidade. Agora só os letreiros de ARRENDA-SE ou VENDE-SE por todo o lado. Apesar da crise, não se pode fazer nada? É sim uma pergunta ingénua, mas sincera, pois quero regressar!!!!

  2. Olá Cris.
    A sua descrição adequa-se perfeitamente ao que muitos de nós, que por aqui vamos vivendo, sentimos com alguma sensação de impotência.
    Um certo ambiente de cidade de província, calma e civilizada, deu lugar a outro de abandono, sujidade e solidão.
    Uma cidade que privilegiou durante muitos anos a urbanização galopante na periferia dá lugar a centros históricos e núcleos comerciais em declínio.
    É a cidade que de alguma forma deixámos criar. E que dificilmente recuperaremos.

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