O Caminho de Salinas

Postal 02 de 25

“Quantas das vezes, chegado o fim-de-semana, pegávamos no nosso material de pesca, metíamos um lanchito numa sacola e faziamo-nos ao caminho.

Rumávamos direito às Portas de Sol e cruzávamos a porta de Santiago, na altura para nós, o Buraco das Salinas. Descíamos pelo íngreme caminho e, em breve, estávamos na Ribeira de Santarém.
Depois, junto aos pilares da ponte, pescávamos bogas, bordalos, barbos, e até uma ou outra carpa, ou híbrido, como então chamávamos aos pimpões e outros peixes parecidos. Ou, então, não apanhávamos nada.
Eramos, então, homens com corpo e mente de adolescentes. Homens, porque desde cedo trabalhavámos; adolescentes, porque essa era a nossa idade.
A subida era bem pior. Não só por ser subida, mas pelo cansaço do dia.
Mais tarde soube que a vida não é mais que o caminho do Buraco das Salinas, nas Portas de Sol. Tudo nos parece sorrir, quando descemos a montanha, nascidos para a vida. Porém, mais difícil se torna o caminho que nos leva de regresso.”

Chafariz de Palhais, Ribeira de Santarém

O chafariz de Palhais, localizado à entrada da Ribeira de Santarém, é uma peça da segunda metade do século XVIII desenvolvida num paredão ornamentado com pares de pilastras adossadas, em envasamentos simples rematados por pilastras de urnas, envolvendo um nicho central com as bicas de água. A peça é desenhada de acordo com a gramática artística tardo-barroca, em severas linhas clássicas, mas animada no frontão recortado por profusa gramática ‘rocaille’, e nos lados com jogos de volutas simétricas. Ao centro, destaca-se o nicho de calote semi-esférica, com moldura rococó; entre cada par de pilastras adossadas à estrutura pétrea jorra a água a partir de bicas decoradas com carrancas fantasistas que suportam pináculos triangulares em baixo relevo. Na zona superior, encontra-se o entablamento sobrepujado por um frontão rocócó centrado poelo brasão do Município, este com motivos heráldicos reais. Com grande manancial de águas, este chafariz abastecia todos os viajantes que tomavam o destino do Norte pela estrada real ou coimbrã, ou dessedentava os que aportavam à antiga Vila pelas três estradas de campo que ali entroncam. Note-se que a sua localização anda também associada à existência, naquele lugar, de uma igreja gótica e de um hospital da invocação de Santa Maria de Palhais. FONTE: Instituto Potuguês do Património Arquitectónico(Obrigado, Dora)

Ganadarias – Vaz Monteiro


É a ganadaria mais antiga de Portugal, fundada em 1840 por José Vaz Monteiro, com vacas e sementais da casta portuguesa, procedentes de Marquês de Vagos.
A sua estreia em 1843 na antiga praça de Almada e, desde então, ao longo de mais de um século, tem sido mantida na mesma família e sem introdução de qualquer outro sangue, constituindo um encaste único e a preservar.

Fonte: toureio3.no.sapo.pt